sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Esboço de Uma Teoria (do Fim ) dos Lucros


Um dos meus professores, certa vez, apresentou a tese de que existem cinco tipos de pessoas, com algumas variações entre os tipos específicos, são estes: O tipo I, que compreende os formuladores de teorias, ou seja, tem algo “novo” a ser dito à sociedade, por exemplo, Keynes, tanto com sua Teoria Geral; o tipo II seria, aproveitando o gancho, a professora Joan Robinson, que apesar de tantos livros, se não me falha, não apresentou nada de original (isso não é um demérito), mas sim “traduziu” brilhantemente as idéias do primeiro. O tipo III são em sua maioria, os professores universitários medianos (para baixo) que ao não conseguirem decifrar o pensamento dos primeiros, recorrem aos segundos e seus livros que “traduzem” os primeiros. O tipo IV são os estudantes em formação, que bóiam solenemente face os primeiros, entendem apenas algo dos segundos e necessita dos terceiros frente um quadro. O tipo V são os que não entendem nada, mas são influenciados imensamente no seu cotidiano pelas idéias (e ideais) dos primeiros, formadores de opinião sobre este último grupo, apenas massa dançando ao vento.

Lembrei disso, ao (re) ler Adrian Wood e seu ótimo “Uma teoria dos Lucros”, que seria do tipo II, “traduzindo” vários (Keynes, Marx, Schumpeter) e acabei voltando à fonte Schumpeter. Na fonte destes dois (Adrian e Schumpeter) bebi para rabiscar abaixo, também contando com uma ajuda luxuosa do pároco Malthus e seu conhecido pessimismo.

Se temos no conjunto de empresas da sociedade, o somatório de empresas individuais, é o somatório de crescimento destas, que representará o crescimento do PIB. Assim é imperioso, que a maioria das empresas da sociedade, apresente não só lucro, mas que o mesmo seja reinvestido na própria empresa.

O lucro de qualquer empresa apresenta-se como resultado entre os valores recebidos subtraído dos valores pagos, dizendo de melhor forma, entre sua Receita e seu Custo:

L = R – C

Como a maioria da empresas não sobrevive sem investimento e sendo os bancos, a principal fonte de intermediação entre os poupadores e tomadores, temos os bancos, como as principais fontes de capital para as empresas. Em suas obras, Schumpeter considera a importância do crédito para o crescimento da economia. E de quem vem à maioria do crédito? Se não dos bancos?

Mas vamos voltar à simplória fórmula acima, agora colocando números:

R = 100,00; C= 90,00, então se R – C = L, temos: 100,00 – 90,00 = 10,00

Ou seja, se temos um custo (mensal, por exemplo) de 90 e a empresa consegue vender seus produtos totalizando 100, tem um Lucro de 10. Vamos colocar que a tx bancária de empréstimos seja de 5%, para uma tx de 1% de remuneração aos aplicadores, assim, uma margem para empresa de 10% seria bem satisfatória. Os números me parecem bem próximos de nossa realidade.

Como o custo 90,00 foi financiado via crédito, ao fim do primeiro período, teríamos que do Lucro de 10,00, ter separado 45% do lucro (4,50) somente para pagar o juro, sem mexer com o principal do empréstimo, assim, restaria de Lucro ao empresário:

10 – 4,5 = 5,5

Para qualquer empresa crescer, é necessário que reinvista parte de seu lucro na própria empresa, assim, o primeiro passo é num crescente ir além de pagar o juro, também amortizar o principal, então nesse primeiro período além do juro, seria pago 1,00 do principal, no período seguinte, o lucro de 10,00, corresponderia ao mesmo custo de 90,00, porém somente 89,00 via crédito.

Porém se os bancos estão tendo lucros cada vez maiores, é bom ou ruim? Dado que os bancos também fazem parte do conjunto de empresas, precisam ter lucro para realimentar o sistema, mas seu excesso seria nocivo, já que poderia concluir que as empresas (e as pessoas físicas, como “empresas” individuais) estão pagando cada vez mais juros sobre o crédito conseguido?

Que os bancos realizam lucros cada vez maiores é fato noticiado (e cobrado pelos acionistas), como saber em relação à demanda de crédito? Pois se a demanda de crédito representar que 51% para cima das empresas, estão demandando cada vez mais sem amortizar nada do principal, este número levará inexoravelmente ao rompimento de uma bolha de crédito!

É claro que este é um raciocínio simplista, um modelo, como os economistas gostam de falar, pois não envolve percentual de inadimplência, nem relações de câmbio.

O BACEN (http://www.bcb.gov.br/?indeco) acompanha este crescimento, ao calcular o “multiplicador” (aqui voltamos a Keynes), que é a capacidade que os bancos têm de ampliar a base monetária (já falei do assunto no post "A Fantástica Fábrica de Ganhar Dinheiro") e o mesmo vem se mantendo estável, saindo de 1,25 de janeiro/2011 para 1,26 em agosto/2011. Porém e a inadimplência? Ela reflete imediatamente na não capacidade de honrar não somente o juro, mas também o principal das operações e os números não são bons. Cresceu 22% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado e no site do BACEN temos que também subiu entre janeiro e julho, apesar da manutenção do multiplicador.

Temos ruídos ou sina

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Kotscho desmascara marchadeiros do Cansei

Ophir: ah, que saudades do Faoro !



O Conversa Afiada reproduziu texto do blog do Miro e do Balaio do Kotscho

Protesto chique e o fracasso do Cansei

Eles não aprendem e não desistem. Derrotados três vezes nas eleições presidenciais, os valentes da fina flor paulistana foram de novo às ruas para protestar “contra tudo o que está aí”. Desta vez, o álibi foi a Marcha Contra a Corrupção organizada nas redes sociais em várias regiões do país.

Em São Paulo, apesar dos esforços de alguns blogueiros histéricos, o protesto fracassou: segundo a Policia Militar, apenas 500 pessoas se animaram a sair de casa neste belo feriado de 7 de setembro com muito sol para ir à avenida Paulista levantar cartazes contra a corrupção.

A personalidade mais conhecida identificada pela imprensa foi a socialite Rosangela Lyra, sogra do jogador Kaká e representante da Dior no Brasil.

Era a mesma turma chique do “Cansei”, um “movimento cívico” criado em julho de 2007, para protestar contra o “caos aéreo”, pelo presidente da OAB paulista, Luís Flávio Borges D´Urso, agora pré-candidato do PTB de Roberto Jefferson a prefeito de São Paulo, mas nem ele foi visto hoje na avenida Paulista.

De outro líder do “Cansei”, o executivo Paulo Zotollo, ex-presidente da Phillips, não se ouviu mais falar. Na época, ele causou um enorme dano para a imagem da empresa ao declarar em entrevista ao jornal “Valor”:

“Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz como tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”.

O Piauí ainda existe, virou até nome de revista, vai bem, cresce e seu povo está melhorando de vida, ao contrário do infeliz executivo que apenas vocalizou o que pensava boa parte da elite paulistana sobre os nordestinos, quando o presidente do país era o pernambucano Lula.

A direção nacional OAB nacional na época, que ainda não era dominada por tipos como Ophir Cavalcante (quem?), o novo Álvaro Dias predileto da mídia, decidiu não participar do movimento e criticou a sessão paulista da entidade.

O então presidente da OAB-RJ, Wadih Dammus, resumiu do que se tratava. “O Cansei é um movimento de fundo golpista, estreito e que só conta com a participação de setores e personalidades das classes sociais mais abastadas de São Paulo”.

Foi o que se viu no 7 de setembro de protestos na avenida Paulista. São os mesmos. Só mudou o mote.

Em tempo (atualizado às 19h12):

No final da tarde desta quarta-feira, 7 de setembro de 2011, os números sobre o tamanho das manifestações em São Paulo variavam nos portais da grande mídia, que ajudaram a promover os protestos na avenida Paulista.

Segundo a “Veja”, em nova manifestação promovida à tarde, no mesmo local, havia entre 2 e 4 mil pessoas no protesto, dependendo do informante e do blogueiro.

No portal da “Folha”, o maior jornal do país, a multidão de protestantes chegou ao máximo de 700 manifestantes, em seus diferentes informes ao longo do dia.

Até o final da tarde, segundo o portal do “Estadão”, um dos mais empenhados promotores das manifestações na avenida Paulista, em nenhum momento, até as 19 horas, o protesto passou de 500 participantes.

Seja como for, foi bem menos gente do que o registrado na maior manifestação do fracassado “Cansei”, promovida no dia 17 de agosto de 2007, na praça da Sé, em São Paulo, com o apoio da Febraban (a federação dos bancos) e da Abert ( a associação das grandes emissoras de televisão), entre outras mais de 60 entidades da “sociedade civil organizada”.

Segundo a Polícia Militar, havia 5 mil pessoas naquele dia em São Paulo protestando contra o “caos aéreo” do governo Lula e outras mazelas nacionais.

A grande imprensa brasileira, que se uniu para promover o golpe militar de 1964 e eleger Fernando Collor em 1989, parece ter perdido seu poder de mobilização. E seus blogueiros, colunistas e editores amestrados continuam latindo para cada vez menos gente.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O mensalão!

Roberto Jefferson nega o mensalão
Enviado por luisnassif, qua, 14/09/2011 - 10:48

Por Marco Antonio L.

Do Blog Conversa Afiada
Jefferson agora nega o mensalão. O PiG vai chorar ?

Jefferson ao ser atingido pelo PiG furios

Saiu no twitter da Hildegard Angel

“Jefferson declara que o tal mensalão não é fato é “pura retórica”, isto é, não existiu!Uma farsa.O “tenor” queria apenas as luzes da ribalta”
“Quem deu credibilidade ao inacreditável Jefferson? Uma imprensa e uns políticos preocupados com suas conveniências e não com fatos.Vergonha!”

A seguir, trechos da defesa de Roberto Jefferson ao Supremo

Certo é que as acusações contra o Defendente não se sustentam e são claramente improcedentes e destituídas de qualquer fundamento fático.

Com efeito e isso a todo tempo ficou dito e mostrado, sem contraste, que o Defendente andou sempre nos limites que a lei garante.

Como Presidente de partido político, o PTB, formulou acordo para a campanha eleitoral de 2004, eleição de vereadores, vice-prefeitos e prefeitos, com o Partido dos Trabalhadores – PT.

Não se tratava aí de apoio ao Governo Federal. A eleição era municipal.

No âmbito federal, o PTB apoiou, desde o 2º turno da eleição presidencial, em 2002, o candidato e a coligação que elegeu o Presidente Lula, detendo um ministério do governo, o do Turismo e compondo a base parlamentar de apoio, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Isso é notório.

O acordo político para as eleições municipais de 2004 com o PT, envolveram, sim, doação financeira deste para o PTB, da ordem de R$ 20 milhões.

Essa doação aprovada por ambos os partidos tem apoio em lei e, naquele pleito, estava regulada pelas Resoluções do egrégio Tribunal Superior Eleitoral.

Era a Resolução nº 21.609/04, art. 3º, parágrafo único, inciso I, que considerou recurso, dinheiro em espécie e, a Resolução nº 20.987/02, art. 10, inciso IV, que indica doação de partido político como fonte de arrecadação.

Assim, os R$ 4 milhões pagos pelo PT, como parte do dito acordo, nada têm de irregular, dirá criminoso.

A origem desse recurso, que não se poderia presumir ilícita - como, de resto, a própria denúncia afirma que “ainda não foi identificada” (fl. 10) - segundo o PT, é fruto de recursos próprios seus e de empréstimos bancários.

Não se trata, portanto, como dito na denúncia, de propina.

É recurso lícito, fonte de arrecadação prevista em lei e destinada à eleição municipal de 2004.
Com o governo federal iniciado com a eleição vitoriosa de 2002, de que fazia e faz parte o PTB, suas bancadas, na Câmara e no Senado, desde então sempre votaram e conformaram sua base parlamentar de apoio.

E isso é conceitual e rudimentar na prática parlamentar e política, que aqui se quer criminalizar.

Mas crime não é.

Assim, nada de incomum, estranho ou ilícito, do Defendente, então Líder do PTB na Câmara, defender e votar a favor da reforma da previdência - como já pregava desde a Constituinte e da indispensável e urgente reforma tributária.

Nem de novo, desde que essa é a postura programática do PTB e de notória defesa, antes mesmo da Constituinte de 1987.

E se não sabe o acusador a origem daquele recurso, como afirmar que é ilícito e, por isso, atribuir ao Defendente que empenhou-se no seu branqueamento ou lavagem ? Non sense !http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Navalha_txt.jpg); margin-top: 45px; background-position: center top; height: 75px;">

Navalha